A remada no hexa: Brasil naufraga na Copa e Cabo Verde encanta o mundo

Por Flávio Domênico — Colunista de Esporte


Olá, amigos e amigas do Gazeta da Lagoinha! Estamos de volta, com grande alegria, à nossa coluna esportiva. E recomeçamos a todo vapor em plena Copa do Mundo!

A Copa dos craques e das surpresas

Nesta Copa de 2026, já em suas primeiras rodadas, iniciou-se o tão esperado desfile de craques e protagonistas do futebol mundial, como Messi, Mbappé, Harry Kane, Olise, Vini Jr., Dembélé, Salah, Cristiano Ronaldo, Luis Díaz e Haaland, entre tantos outros. Algumas seleções vieram focadas em táticas e força física como aposta para avançar e tentar surpreender.

Mas a surpresa mesmo veio com a incrível seleção de Cabo Verde e seu destemido goleiro, Josimar Dias, mundialmente conhecido como Vozinha! Sim, no auge de seus 40 anos, ele saiu do anonimato para se tornar uma espécie de ídolo do futebol mundial. Pasmem, amigos e amigas do Gazeta da Lagoinha: o Vozinha saiu de 50 mil seguidores para 28 milhões de seguidores no Instagram.

Sua ascensão começou após a partida entre Espanha e Cabo Verde, ainda na primeira rodada da fase de grupos da Copa. Nesse jogo, Vozinha foi o personagem principal de um empate histórico de sua seleção contra os favoritos espanhóis.

Cabo Verde avançou, contudo acabou sendo eliminado na fase de 16 avos (novidade desta edição) num jogo histórico contra a Argentina, do gênio Lionel Messi.

A remada no hexa

Já a “nossa” Seleção Brasileira teve de se contentar com uma participação de mera coadjuvante na Copa. Foi atropelada pela remada do barco viking da Noruega, comandado pelo incrível atacante Haaland. O Brasil foi eliminado de forma bisonha, num jogo bisonho.

[VÍDEO: lances da eliminação do Brasil diante da Noruega, com os gols de Haaland]

A verdade é que, mesmo com nossa torcida, esse elenco passou longe de ter atletas à altura do que representa o futebol brasileiro e sua história. Fico imaginando como os campeões mundiais, desde 1958, olham para o momento atual da camisa amarelinha…

Essa seleção ficará marcada na história como a “seleção do deveria”:

Neymar deveria ter entrado, Endrick deveria ter feito gol, Bruno Guimarães deveria ter feito o gol de pênalti, Haaland deveria ter marcação especial (óbvio), Ancelotti deveria repensar suas táticas e escalações, a CBF deveria devolver a seleção aos brasileiros…

Essa seleção me fez sentir muita saudade do tempo em que “Ibanez” era apenas a marca de uma guitarra dos meus sonhos…

Celeiro de jogadores comuns

O Brasil se tornou um celeiro de jogadores comuns e previsíveis. Colhe o que vem plantando do trabalho com crianças, adolescentes e jovens em bases ao longo das últimas décadas. Parece que há tempos as portas do futebol brasileiro se fecharam para Pelés, Romários, Deners, Neymars, Ronaldos e Ronaldinhos, Rivaldos, Zicos, Reinaldos, Tostões e Kakás, entre tantos outros.

De olho no futebol mineiro

E não vamos esquecer (ou talvez muitos, neste momento, prefiram até esquecer) que Atlético e Cruzeiro seguem um planejamento de treinos e rotinas para a retomada das competições que disputam! Em breve teremos muito para falar de nosso futebol mineiro e demais esportes. Inclusive de nossa região da Lagoinha!

Enquanto a Copa do Mundo segue para seus momentos decisivos, o agonizante selecionado do futebol brasileiro terá de aprender a remar por rios e mares tortuosos caso queira tentar fazer algo diferente em 2030!

Até a próxima!



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