Por Daniella Mundim — Colunista de Saúde
Quando se fala em vacinação, muitas pessoas ainda a associam apenas à infância. No entanto, a imunização é uma estratégia de prevenção que deve acompanhar o indivíduo ao longo de toda a vida.
Crianças, adolescentes, adultos, gestantes e idosos possuem necessidades específicas de proteção contra doenças que podem causar complicações graves e até levar ao óbito.
Uma das maiores conquistas da saúde pública
As vacinas são uma das maiores conquistas da saúde pública. Graças a elas, doenças que antes provocavam epidemias e milhares de mortes, como a poliomielite e a varíola, foram eliminadas ou controladas em diversos países.
Além de proteger quem recebe a vacina, elas reduzem a circulação dos agentes infecciosos na comunidade, beneficiando também pessoas que, por motivos médicos, não podem ser vacinadas. Esse efeito é conhecido como proteção coletiva.
A vacinação em cada fase da vida
Infância
Na infância, a vacinação é essencial porque o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento. As vacinas protegem contra doenças como sarampo, meningite, difteria, tétano, coqueluche, hepatites e várias outras infecções potencialmente graves.
O cumprimento do calendário vacinal é fundamental para garantir uma proteção adequada desde os primeiros meses de vida.
Adolescência
Na adolescência, muitas pessoas deixam de frequentar os serviços de saúde e acabam esquecendo que também existem vacinas importantes nessa fase. A vacina contra o HPV, por exemplo, protege contra os principais tipos de vírus relacionados ao câncer do colo do útero, além de outros tipos de câncer e verrugas genitais.
Também é o momento de atualizar doses de reforço, garantindo que a imunidade seja mantida.
Vida adulta
Os adultos frequentemente acreditam que não precisam mais se vacinar. Entretanto, algumas vacinas exigem reforços periódicos, como a dupla adulto, que protege contra difteria e tétano.
Além disso, vacinas contra influenza, hepatite B, febre amarela, COVID-19 e outras podem ser indicadas de acordo com a idade, profissão, condições de saúde ou local de residência.
Gestação
Durante a gestação, a vacinação ganha uma importância ainda maior. Além de proteger a mãe contra doenças infecciosas, algumas vacinas oferecem anticorpos ao bebê, proporcionando proteção nos primeiros meses de vida, quando ele ainda não completou seu próprio esquema vacinal.
Esse cuidado contribui para reduzir complicações tanto para a gestante quanto para o recém-nascido.
Terceira idade
Entre os idosos, a vacinação é uma aliada indispensável. Com o envelhecimento, o sistema imunológico torna-se menos eficiente, aumentando o risco de infecções e de complicações graves.
Vacinas contra gripe, pneumonias, herpes-zóster e COVID-19 ajudam a reduzir internações, sequelas e mortes, preservando a qualidade de vida e a autonomia dessa população.
Quando a vacinação cai, as doenças voltam
Apesar da ampla disponibilidade de vacinas no Sistema Único de Saúde (SUS), observa-se nos últimos anos uma redução nas coberturas vacinais. O alerta é feito por instituições como o Ministério da Saúde, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o UNICEF, além de estudos acadêmicos sobre o tema.
Entre os fatores estão a desinformação, as notícias falsas e a falsa sensação de que determinadas doenças desapareceram.
No entanto, quando a vacinação diminui, doenças antes controladas podem voltar a circular, como já ocorreu com o sarampo em diversas regiões do Brasil.
O papel do farmacêutico
Nesse cenário, o farmacêutico desempenha um papel fundamental. Além de orientar a população sobre a importância da imunização, esse profissional esclarece dúvidas, combate informações falsas e incentiva a atualização da caderneta vacinal.
Em muitas localidades, as farmácias também oferecem serviços de vacinação, ampliando o acesso da população.
Um ato de responsabilidade coletiva
“Vacinar-se é um ato de responsabilidade individual e coletiva.”
Ao manter a vacinação em dia, protegemos não apenas nossa própria saúde, mas também nossos familiares, amigos e toda a comunidade.
Independentemente da idade, a imunização continua sendo uma das formas mais seguras, eficazes e econômicas de prevenir doenças e promover uma vida mais saudável.






